Voce esta aqui: Home/ Carreira, Destaques, Entrevistas / Que profissão seguir?

Que profissão seguir?

Um  dos desafios dos jovens é decidir a profissão a seguir. É comum iniciar uma profissão e descobrir que não era bem o que se queria. Noutros casos o jovem tem tantas habilidades que acaba tendo até mais dificuldade para decidir. Entrevistamos uma profissional da saúde, formada em música e que também trabalha como fotógrafa profissional.

A Dra. Lisley Olaya Martins, é fonoaudióloga, formada em música e está inovando a fotografia com uma nova forma de fazer ensaios fotográficos de casamentos e família, nos concedeu esta entrevista expondo como está sendo sua trajetória profissional.

Capacitando.Net: Um dos problemas que os jovens enfrentam ao sair do ensino médio é decidir o que fazer na faculdade. Você teve essa dúvida?

Lisley: Tive sim. Tive oportunidade de fazer teste vocacional várias vezes durante o ensino médio e todas as vezes o resultado era positivo para “artes”. Eu ficava muito indignada, porque queria ser médica.

?Gosto da minha profissão,

mas não me realizo 100% só com ela.

Preciso de outra coisa, que hoje sei o que é: criar, artes…

Capacitando.Net: E porque você queria ser médica? Influencia familiar, status, ou porque achava mesmo que gostava da medicina?

Lisley: Desisti da medicina durante o ensino médio. Como eu fazia dois cursos (ciências exatas e técnico em música) não tinha tempo pra me dedicar ao vestibular de medicina. Achava que gostava. Sempre quis. Desde criança falava em ser médica…

Capacitando.Net: Mas os testes vocacionais indicavam artes, e você ainda assim foi para a área de saúde fazer fonoaudiologia. Porquê? Nao confiava nos testes?

Lisley: Pois é! Fiz um ano de odontologia, prestei vestibular pra  fisioterapia e psicologia. Queria a área da saúde, ainda que não fosse medicina. Até confiava nos testes, mas não queria aceitar que não tinha perfil para a saúde.

Capacitando.Net: E você gosta da profissão em que se formou?

Lisley: Gosto da minha profissão, mas não me realizo 100% só com ela. Preciso de outra coisa, que hoje sei o que é: criar, artes…(risos).

Capacitando.Net: E o que é sentir-se realizado no que faz?

Lisley: Sentir prazer em acordar 6 da manhã pra ir trabalhar! (risos).

Capacitando.Net: Mesmo que não dê dinheiro?

Lisley: Mesmo. Agora, quando dá dinheiro, fica muito mais fácil…

Dinheiro nunca falta pra quem é bom. Pra quem faz diferente e se destaca no mercado.

Capacitando.Net: Mas e como fica a conta para pagar no final do mês?

Lisley: Eu acho que quando a gente tem vocação, obviamente vai gostar do que faz, vai sentir prazer…. Como consequência será bom no seu trabalho e vai ganhar dinheiro sim. Dinheiro nunca falta pra quem é bom. Pra quem faz diferente e se destaca no mercado.

Capacitando.Net: Você acredita em vocação?

Lisley: Claro.

Capacitando.Net: Você acha que é possível uma pessoa ter mais de uma vocação?

Lisley: Sim. As pessoas com muitas vocações precisam sempre estar fazendo mais do que uma coisa pra se sentirem plenamente realizadas.

Capacitando.Net: Hoje você já é conhecida em todo o país pelo jeito novo de fazer books, tendo clientes que vem de outros Estados para fotografar com você e seu marido (André Martins também é fotográfo). Por outro lado tem uma carreira de fonoaudiologa promissora, trabalhando no CAIF – Centro de Atendimento Integral ao Fissurado Lábio-Palatal do Hospital do Trabalhado em Curitiba. Você largaria a fonoaudiologia para se dedicar à fotografia?

Lisley: Acredito que sim e tenho me preparado para isso, não por não gostar da minha formação, mas porque está ficando difícil dar conta das duas coisas. Pode ser que lá na frente eu sinta falta de atuar com meus pacientes, e sinta vontade de voltar. Pode ser que depois sinta falta dessa outra parte de mim e queira atuar de alguma forma, nem que seja em um projeto de voluntariado. Não sei….só o futuro me responderá isso.

Capacitando.Net: Você é formada em Fonoaudiologia, agora é fotografa, também é formada em música. Essa versatilidade não atrapalha para tomar decisões profissionais?


Lisley: Sim, especialmente no que diz respeito a continuar estudando. A fazer uma pós-graduação, mestrado, etc.

Capacitando.Net: E quanto a aceitar propostas de trabalho?

Lisley: Isso não, porque música mesmo é algo que não tenho mais pretensão de usar como trabalho. Fazer música já me satisfaz e tenho feito isso na minha igreja.

Capacitando.Net: A que você atribui essa versatilidade: algo inato a você, incentivo familiar para aprender coisas diferentes, acaso da vida, …?

Lisley: Acho que tem que ver com duas coisas: 1) minha personalidade. Adoro aprender coisas novas, diferentes… Hoje em dia nem descarto mais a possibilidade de aprender uma coisa totalmente nova pra mim e ainda trabalhar com isso. E minha mãe teve sim influência, porque desde a infância sempre apoiou minha novas empreitadas. Sempre deu oportunidade de estudar coisas diferentes, de adquirir conhecimento.

Capacitando.Net: A família faz diferença para a versatilidade então?

Lisley: Acredito que sim. Mas a criança tem que responder… Não adianta vir de fora pra dentro.

Se tem muitas coisas que te interessam e que você gosta, escolha uma delas, estude, se forme e não descarte a possibilidade de durante a trajetória da vida, ir incorporando as outras que ficaram pra trás

Capacitando.Net: Você sofreu algum tipo de pressão para escolher a sua profissão?

Lisley: Nenhuma e isso é uma das coisas que quero copiar dos meus pais quando tiver meus filhos.Todas as vezes que cogitei alguma possibilidade tive apoio, todas! Aliás, minha mãe só pe pedia pra não ser professora! (risos).

Capacitando.Net: E o  que você diria para um jovem que esta em dúvida sobre o que escolher entre varias coisas que gosta ou que acha que tem vocação?

Lisley: Puxa vida! Eu diria que se tem muitas coisas que te interessam e que você gosta, escolha uma delas, estude, se forme e não descarte a possibilidade de durante a trajetória da vida, ir incorporando as outras que ficaram pra trás.

Dra. Lisley Olaya Martins, 27 anos, nasceu em Manaus/AM, formou-se em Fonoaudiologia pela Uningá. Atualmente mora em Curitiba/PR onde trabalha como fonoaudiologa no CAIF – Centro de Atendimento Integrado ao Fissurado Lábio-Palatal do Hospital do Trabalhador, e é sócia da v2fotografia


Deixe um comentario

Copyright © 2011 E.R.Tecnologia. Todos os Direitos Reservados.