
Hoje vou falar de uma situação que ocorreu quando trabalhei com atendimento ao cliente. Atendia pessoas de variadas profissões, especialmente ligadas ao comércio. Naquele dia, como de costume o movimento foi intenso, mas uma pessoa em particular me chamou a atenção.
Era uma senhora bem vestida, isso não posso negar. Imaginei que tivesse mais que 50 anos, mas, quando peguei seus documentos me surpreendi, tinha 41! Olhei um pouco melhor para ela, e descobri o porquê aparentava ser tão mais velha. Era o cabelo! Armado, seco e com muitos fios brancos, pra ser sincera, era um cabelo muito feio. Você agora deve estar pensando: “e daí, vejo pessoas com cabelos estranhos toda a hora”, mas ela era diferente.
Continuei a atendê-la e esqueci a aparência, mas entre uma informação e outra descobri que a “velha”, na verdade não tão velha assim, era cabeleireira! Com uma mágica, veio em minha cabeça as imagens de outros clientes que atendi anteriormente: donos de lojas de roupas mal vestidos, costureiras com as saias caindo, vendedoras de cosméticos com aparência de doentes, manicures quase sem unhas… e muitos outros! Assim que ela foi embora, mergulhei em um mar de pensamentos.
Somos as vitrines do que fazemos. Não há ninguém melhor do que nós para fazer a propaganda do que vendemos. O que você pensaria, por exemplo, se visse seu psicólogo histérico no trânsito? Ou seu dentista com um dente torto? Um personal trainner gordinho?
Isso não é futilidade, é realidade! Não cuidar de si mesmo em aspectos que você domina, é demonstrar que talvez não domine tão bem assim. Os clientes devem ser conquistados e encantados. Independente de onde estiverem, uma boa presença é o melhor cartão de visitas.
E a senhora da minha história? Ah, marquei bem o nome do salão, para não ter o risco de aparecer lá um dia!!









